quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

MIQUINHO, QUE LINGUARUDO!


Essa é a história de Miquinho, um menino muito fofoqueiro. Ele até que era legal e facilmente fazia amizades, mas o problema de Miquinho era a língua grande. Ele não podia ver duas pessoas conversando que logo se espichava para ouvir o que falavam. Tinha a mania de interpretar tudo errado. E pior, saia contando a todo mundo mentiras como se fossem verdades.
         Um dia Miquinho ouviu duas meninas conversando, Amanda e Luíza, e pegou só o final da conversa onde Amanda dizia: “... estarei amanhã na lanchonete no final da tarde.”          Ele então achou que ela estava falando de algum encontro às escondidas com um garoto do bairro. E isso foi o que ele espalhou. O pai de Amanda soube da conversa e sem ouvir dela a versão da história verdadeira deu uma surra nela e deixou ela de castigo.          
         Amanda chorou muito. Luíza estranhou a ausência da amiga na lanchonete para definirem o trabalho da escola. Foi até a casa de Amanda e a encontrou chorando. Luíza soube o que Miquinho tinha feito e foi na casa dele falar com a mãe dele o que tinha acontecido.
         A mãe de Miquinho ficou muito chateada com ele e agora foi a vez dele levar umas palmadas e ficar de castigo. A mãe até falou: “Mulher fofoqueira já é feio, mas menino fofoqueiro e mentiroso é pior ainda.” Miquinho fez uma grande confusão com as mentiras e fofocas dele.
         Luíza foi conversar com Miquinho e chamou-o até a janela do apartamento dele, pegou um pouco de alpiste e disse: “Miquinho, está vendo essa comida de passarinho, vou atirá-la pela janela.” E jogou as sementinhas pela janela. Elas caíram na calçada e no jardim. Luíza pediu: “Observe o que vai acontecer.”
        Miquinho observou as sementinhas... Alguns passarinhos pousaram e comeram. Algumas pessoas pisaram. Uma senhora varreu a calçada e recolheu com o lixo várias sementinhas. Outras caíram no jardim e se perderam entre o capim. Outras ainda o vento foi levando para longe.
         Luíza então falou: “As palavras são como essas sementes lançadas ao vento. Você seria capaz de juntar todas essas sementinhas de alpiste agora?” Miquinho respondeu: “Não.” E Luíza concluiu: “Então, pense duas vezes antes de falar, principalmente quando suas palavras poderão fazer mal a outras pessoas. Que as sementes de suas palavras dêem apenas bons frutos e que você só proclame a verdade em sua vida.”
         Será que Miquinho aprendeu a lição?...
         Se Miquinho não aprender dessa forma a vida lhe ensinará outras lições mais duras para que ele entenda que tudo que dizemos deve servir apenas para cultivar o amor, a amizade, o perdão e o respeito.

MORAL DA HISTÓRIA: A palavra tem o poder de construir e destruir, devemos usá-la com sabedoria e tendo como princípios a verdade e o amor.


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